terça-feira, 14 de junho de 2022

2022-06-14 Villar de Mazarife => Hospital de Órbigo

Antes de começarmos o dia de hoje, temos de terminar o dia de ontem. Primeiro, precisam saber os fatos:
- tudo aqui na Espanha abre às 10:00 (parece que até às padarias)
- tudo fecha à tarde para a siesta (parece que das 16:00 às 18:00) embora restaurantes depois do último cliente sentar para almoço às 15:30 até às 21:00 quando reabrem para a janta
- não fomos informados quando nosso hostel fechava para a noite mas muitos tem a regra de não aceitar mais clientes a partir de um certo horário embora varie de hostel para hostel.
- no sábado nosso hostel fechava a meia-noite
- no domingo ele não fechava (era um hotel)

Após jantarmos ontem à noite alguém da nossa tropa achou que seria uma boa idéia (depois de ter andado 15+ km durante o dia) de sairmos a andar para aprender mais sobre a cidade. Uma quadra abaixo do nosso hotel, achamos um supermercado com a porta aberta mas quando fomos entrar notamos que dizia que estavam abertos até 21:00 e eram 21:12. Não entramos.
Continuamos descendo a rua e conversamos com um morador que tinha um jardim muito bem cuidado. Ele nós disse que havia feito o Caminho de Santiago alguns anos atrás.
Ele nos informou que a cidade costumava ter 300 pessoas mas agora tinha somente 130. Também disse que a algumas quadras à frente havia um lago com patos selvagens e um animal com pescoço muito longo. Andamos até o lugar (Laguna Redonda) que parece ser um refúgio para aves que além de vários patos de idade avançada também tinha um par de cisnes.

Mistério resolvido quanto ao pescoço longo, não era o monstro do Lago Ness...
Começamos a retornar para o hostel e uma mulher apareceu na frente uma casa segurando uma bengala. Era uma moradora de 91 anos de idade que contou a estória de sua vida à Eliane e ao Edivaldo enquanto Marlene, Adelaide e eu continuamos andando e sentamos em um banco mais à frente esperando por eles. Disse que perdeu o filho caçula, que o marido havia morrido, que os vizinhos haviam deixado a cidade e que estava muito sozinha. Só tinha os peregrinos com quem conversar.
Depois de muita estória Eliane e Edivaldo vieram nos encontrar e seguimos para o hostel.
Ao chegarmos lá na porta principal, ela estava trancada à chave.
Fomos à porta da garagem por onde havíamos saído e também estava fechada.
Começamos bater nas portas e fazer barulho e um dos outros peregrinos levantou-se e abriu o portão do quintal para entrarmos.

Tivemos sorte que este outro peregrino (Maarten from Holland) nos escutou e abriu a porta do quintal para nós. Mas não conseguimos ir ao nosso quarto porque a porta interna também estava trancada. (Maarten acabou andando hoje conosco.)

Como víamos a janelas dos banheiros no segundo abertas pensamos em mandar o Edivaldo ,(o mais leve do grupo) andar pelas , entrar pela janela e destrancar a porta.

Mas antes telefonei para o número do hotel, uma mulher atendeu mas acho que entendeu que eu queria passar a noite e disse que havia fechado às 22:00. Ainda esperamos 20 minutos e aí pedimos à Adelaide, a que fala melhor espanhol, ligar e explicar que já estávamos no hotel só não conseguiamos chegar ao nossos quartos. Aí ela veio para abrir a porta (ela mora em outra casa) bufando que nem dragão medieval, mas pelo menos conseguimos chegar às nossas camas.
Praça da igreja às 02:30 da manhã

Hoje cedo uma grande parte do pessoal se levantaram e saíram antes das seis horas. Supostamente o café começava às 07:00 mas acabei ligando mais uma vez para a mulher às 07:20 para saber quando ela iria começar o café. Ela veio, chegou às 07:27, e disse que o pessoal que saiu às 05:45 já haviam ligado à ela para que viesse abrir a porta para o quintal para poderem pegar suas roupas no varal.

Finalmente tomamos café com torrada e saímos do hostel.
Na praça da igreja fizemos nosso aquecimento físico e finalmente saímos a andar as 08:00.
O terreno era seco mas havia irrigação dos campos. Perguntamos ao fazendeiro e nos disse que a plantação era de beterraba para açúcar (é branca) ou milho.
O sol começou a esquentar mas a primeira lojinha só apareceu depois de 9.5 km. Tomamos sangria, comemos pizza individuais, tomei um sorvete e várias Fantas laranja e limão pois estávamos com muita sede.

Achamos muitas cegonhas no caminho como podem ver.

Finalmente chegamos à Hospital de Órbigo as 15:30. Banho, sangria, e agora esperando pela janta.
Já compramos o produtos para tomarmos café da manhã mais cedo amanhã pois queremos sair às 07:00 no mais tardar, chegando à Astorgas pela hora do almoço se possível antes que o sol realmente machuque.



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